Buraco na camada de ozônio é o menor desde 1988

A agência especial americana informou que o buraco na camada de ozônio, responsável pela proteção do planeta contra a radiação solar, é o menor desde 1988, segundo as medições realizadas pelos satélites.
No pico, em 11/09, a área desprotegida sobre a Antártica media 19,7 milhões de quilômetros quadrados, duas vezes e meia a área dos EUA, mas cerca de 2,6 milhões de quilômetros quadrados menor que em 2016.
Anualmente, o buraco na camada de ozônio alcança o seu máximo em Setembro e depois se recompõe a partir de Outubro.
A NASA realiza medições, que são complementadas com dados coletados por balões meteorológicos da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional – NOAA.
As informações coletadas pelas duas agências indicam a menor depleção do ozônio sobre o continente durante o pico desde 1988, sendo que a melhora está relacionada às condições climáticas e não as ações de conservação.
As temperaturas estratosféricas mais quentes em 2016, restringiram o aumento do buraco na camada de ozônio. O pico foi de  23 milhões de quilômetros quadrados, cerca de 5,2 milhões de quilômetros quadrados a menos que em 2015. A média dos picos desde 1991 é de aproximadamente 25,9 milhões de quilômetros quadrados.
Com o impacto das temperaturas mais altas, o buraco na camada de ozônio continua grande por causa dos elevados níveis de emissões de substâncias como o cloro e o bromo, que destroem as moléculas do ozônio.
Há cerca de 10 anos, a comunidade internacional assinou o Protocolo de Montreal que restringiu o uso do clorofluorcarbono.
Para os cientistas, a recuperação da camada de ozônio, deve ocorrer aos níveis de 1980, por volta de 2070.