2017 é o ano mais quente já registrado

Um relatório divulgado pela Organização Meteorológica Mundial – OMM informou que 2017 será o ano mais quente já registrado sem a ocorrência do fenômeno El Niño.
A informação foi divulgada na abertura da 23ª Conferência da ONU sobre o clima.
Os últimos três anos são os mais quentes jamais registrados e fazem parte da tendência de aquecimento em longo prazo do planeta segundo a OMM.
Sob os efeitos do El Niño, 2016 deve conservar seu recorde de ano mais quente.
O El Niño afeta a cada três a sete anos as temperaturas, as correntes e as precipitações no planeta.
O período de 2013 a 2017 poderá ser considerado o mais quente já registrado, segundo a agência da ONU em um balanço provisório.
O ano de 2017 foi marcado por fenômenos climáticos extremos, furações de intensidade inédita no Caribe e no Atlântico, temperaturas de mais de  50ºC na Ásia e secas na África. Muitos destes fenômenos têm indiscutivelmente a marca da mudança climática provocada pelo aumento da concentração de gases que provocam o efeito estufa gerada pelas atividades humanas.
Para a OMM, as projeções em longo prazo apontam uma direção ruim. As concentrações na atmosfera dos principais gases do efeito estufa continuam aumentando. Em relação aos níveis de 1750, a concentração de CO2 e de metano é 1,5 e 2,5 vezes superior.
O aumento do nível do mar e a acidificação dos oceanos, entre outros indicadores do aquecimento global, persistem.
O oceano absorve até 30% das emissões anuais de CO2 produzidas pelo homem, mas isto tem um custo, para os corais, a aquicultura e a química elementar do mar.