Processos por assédio sexual no trabalho diminuem

No Brasil, o número de processos judiciais decorrentes do assédio sexual no trabalho, caiu 7,5% entre 2015 e 2016. No corrente ano, até Setembro, foram registrados 4040 processos por assédio sexual no trabalho, considerando-se o ingresso na primeira instância.
A título de comparação, a queixa relacionada com problemas no aviso prévio, rendeu cerca de 706.000 processos na justiça trabalhista no mesmo período.
Já nos Estados Unidos, surgem mais e mais casos de assédio sexual em ambientes profissionais (Produtor de cinema Harvey Weinstein e o ator Kevin Spacey).
Os números mostram que o tema do assédio sexual no trabalho ainda é um tabu no Brasil, visto que as trabalhadoras não falam com medo de serem culpabilizadas ou mesmo sofrer represálias.
Os canais de denúncia nas empresas surgiram para coibir tal prática ilícita, sendo, que, as denúncias ajudam a identificar os responsáveis do assédio para fins de punição. O anonimato na denúncia facilita e incentiva a vítima do assédio sexual para relatar o ocorrido.
A lei considera crime quando há chantagem de um superior sobre um subordinado para tentar obter vantagem sexual.
A maioria das empresas esbarra na resistência do chefe do agressor, que prefere não demiti-lo por ele ser eficiente.
Outrossim, não raro, os próprios colegas de trabalho se voltam contra a vítima do assédio, quando o agressor é demitido.