Multa de R$ 152 milhões por danos ambientais da Transolímpica

A Advocacia-Geral da União ingressou com uma ação na justiça pedindo a cominação de uma multa de R$ 152 milhões pelos danos ambientais causados pela construção da Transolímpica, via expressa na Zona Oeste do Rio de Janeiro que liga o Recreio dos Bandeirantes a Deodoro.
A AGU pede a reparação dos prejuízos à Mata Atlântica.
A denúncia envolve as construtoras Odebrecht, Camarco Corrêa, OAS, e Andrade Gutierrez, responsáveis pela obra, o Instituto Estadual do Meio Ambiente – INEA e a Prefeitura do Rio.
Na ação a AGU pede a recuperação de 6,75 hectares da área de preservação ambiental.
Houve a degradação de áreas de preservação no bairro Jardim Sulacap, zona oeste do Rio, extraindo ilegalmente minérios que foram utilizados na obra. O local está localizado na área de proteção ambiental – APA do Morro do Cachambi, situada na Zona de Amortecimento do Parque Estadual da Pedra Branca – PEPB.
Os danos ambientais foram constatados por peritos ambientais do MPF, do Departamento Nacional de Produção Mineral – DNPM, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA e pela Polícia Federal.
Os responsáveis não só causaram os danos ambientais como usaram, comercializaram e enriqueceram ilicitamente com a extração ilegal de minérios. Os responsáveis já respondem a ação penal por conta das irregularidades.