Ter menos filhos diminui o aquecimento global

Um estudo publicado na Suécia concluiu que ter menos filhos é a ação que pode ter mais impacto no combate às mudanças climáticas.
Os pesquisadores da Universidade Lund recomendam o controle da natalidade apenas em países desenvolvidos, utilizando como argumento o fato de que nações como os EUA são responsáveis pelas maiores emissões de carbono na atmosfera (16 toneladas anualmente de CO2 per capita) e, por isso,  teriam que fazer cortes mais drásticos para atingir níveis seguros de emissões.
Pelo Acordo Climático de Paris, firmado em 2015, 195 países se comprometem a limitar a média global de aumento de temperatura em menos de dois graus Celsius.
Segundo os cientistas, até 2050, o volume de emissões per capita não deveria ultrapassar 2,1 toneladas de carbono.
No Brasil, segundo o Banco Mundial, a emissão é de 2,5 toneladas.
Para os especialistas, a redução do volume de emissões não poderá ser obtida sem a participação das famílias e das pessoas, que devem ter um filho a menos. Todavia, esta não é a única medida recomendada para tal redução.
As decisões pessoais como ter um filho, geram impactos nos esforços de prevenção de mudanças climáticas.
As conclusões dos especialistas derivam de análises e cálculos que levam em conta uma gama de ações individuais, das mais complexas (Ex.: Controle da Natalidade) às mais simples (Ex.: Reciclagem do lixo).
Para os especialistas, ter um filho a menos contribuiria para uma redução média de 58,6 toneladas de CO2 na atmosfera por ano, quantidade esta, maior que outras três alternativas recomendadas: viver sem automóvel (2,4 toneladas), evitar viagens de avião (1,6 toneladas) e adotar uma dieta vegetariana (0,8 toneladas).
O cálculo leva em conta os totais estimados de emissões dos filhos e demais descendentes divididos pela expectativa de vida dos pais.
Outro estudo publicado pela Universidade Stanford (EUA), culpou os seres humanos pela “aniquilação biológica”, ou seja, pela extinção em massa de bilhões de espécies por causa da superpopulação e do consumo exacerbado. A título de exemplo, o consumo de carne é maior, o que aumenta o gasto de água e a necessidade de mais pastagens o que enseja a liberação maior de gases.
Isto ocorre, em países mais desenvolvidos, com os Estados Unidos, onde a redução de filhos é significativa para a redução do aquecimento global.
Em países como o Brasil, esta situação não possui tamanha repercussão ambiental.
Com a redução do número de filhos, a adoção de uma dieta baseada em vegetais, e uma vida sem carros contribuem para o combate ao aquecimento global.